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Cientistas do Ceará publicam artigo que pode ajudar pesquisas de remédios contra Covid-19

Por Alex Santana em 11/01/2021 às 20:16:39

Os pesquisadores Carla Freire Celedonio, da Funda√ß√£o Oswaldo Cruz (Fiocruz-CE), Hélcio Silva dos Santos e Paulo Nogueira Bandeira, da Universidade Vale do Acaraú (UVA-CE), que contam com apoio da Funcap através dos editais Inova Fiocruz e BPI, publicaram o artigo intitulado "In silico study of the potential interactions of 4?-acetamidechalcones with protein targets in SARS-CoV-2" (doi.org/10.1016/j.bbrc.2020.12.074) no periódico Biochemical and Biophysical Research Communications. O trabalho também tem como co-autores os pesquisadores Pedro de Lima-Neto, Ramon Bezerra de Menezes e Tiago Lima Sampaio, da Universidade Federal do Cear√° (UFC), Alexandre Magno Rodrigues Teixeira, da Universidade Regional do Cariri (Urca) e Marcia Machado Marinho e Emmanuel Silva Marinho, da Universidade Estadual do Cear√° (Uece).

De acordo com os cientistas, o estudo é uma contribui√ß√£o para pesquisas que levem ao desenvolvimento de um novo agente antiviral para o combate à Covid-19, j√° que apresenta, pela primeira vez, o potencial inibitório, sobre as proteínas do vírus SARS-CoV-2, de 4?-acetamidochalconas, uma série de chalconas sintéticas com propriedades antibacterianas, antifúngicas, antitumorais e anti-inflamatórias.

Foi observado que as 4?-acetamidochalconas sintetizadas s√£o capazes de se ligar, na célula, na mesma regi√£o que um inibidor natural (elemento que protege a célula contra a intera√ß√£o com invasores que a coloquem em perigo). Além disso, outros componentes mostraram potencial para intera√ß√£o com uma proteína do tipo Spike, que é usada pelo coronavírus no processo de invas√£o às células.

As 4?-acetamidochalconas também podem interagir com um receptor existente na célula chamado ACE2, outro elemento que participa da contamina√ß√£o da célula pelo vírus. "Os estudos indicam a possibilidade de intera√ß√£o na Spike e no receptor ACE2, o que é um bom indício para o mecanismo de bloqueio do vírus", afirma Hélcio.

De acordo com ele, os resultados obtidos no estudo s√£o a etapa inicial para que sejam feitas pesquisas in vitro, ou seja, testes feitos em laboratórios com tubos de ensaio. Caso esses testes sejam bem sucedidos, o estudo passar√° para avalia√ß√£o em animais cobaias e, por fim, se forem obtidos resultados satisfatórios, um possível medicamento ser√° testado em seres humanos.

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